| É costume, neste último Boletim do ano, utilizarmos o espaço do Editorial para toda a família Centrocardio desejar, aos colegas, amigos, auxiliares, clientes, parceiros, fornecedores e à população em geral, votos de bom Natal e um Ano Novo promissor, principalmente com saúde. Em anos anteriores já o fizemos de maneira simples e direta, como explicitado anteriormente, ou criando imagens e metáforas como a “esperança” ou a “formigarra”, inseto híbrido, misto de formiga e de cigarra, a simbolizar a operosidade e organização das formigas associadas à alegria de viver das cigarras. De 2001 para 2002 falamos sobre PAZ, tema muito apropriado para os tempos atuais, principalmente na efervescência do período pós queda do complexo arquitetônico do World Trade Center. Por suas longas viagens, aos mais distantes países, não obstante as limitações físicas dos últimos anos, totalizando milhares de quilômetros percorridos, tendo sido rotulado como o Papa peregrino, pode ser lembrado como uma estrela guia a apontar os caminhos da paz e do bem. A defesa permanente e constante dos princípios básicos do cristianismo sugere obstinação e conservadorismo que devem ser analisados no melhor sentido de construção de uma sociedade justa, que possa ser progressista ao projetar o seu futuro, amparada em sólidos alicerces do passado. O ato de ajoelhar-se, enquanto pôde, e beijar a terra dos países visitados, simboliza humildade, igualdade, união e amor na relação entre povos, raças e nações. A resistência às várias enfermidades, que o acometeram durante seu longo pontificado, trazendo-lhe inconsteste sofrimento físico, lembra força e resignação. Por outro lado, a constatação de que continua lúcido, produzindo intelectualmente, malgrados todos os males corpóreos, remetem-nos ao conceito de liberdade de pensamento, único bem humano que não pode ser ergastulado ou banido, como já referia Victor Hugo. Estes e muitos outros temas podem nos ser sugeridos pela figura de João Paulo II, lembrando ainda sua imensa fé, que é, sem dúvida, o fulcro de sua existência e a mola propulsora de seu pontificado. Não é fácil perdoar e necessita-se de muita humildade para pedir perdão. E o Sumo Pontífice soube perdoar seu agressor na Praça de São Pedro da mesma forma que já pediu, publicamente, perdão por suas falhas e por erros da própria Igreja Católica no passado. Perdão não é sinônimo de esquecimento. Ao contrário, quem perdoa não esquece. Não se deve esquecer o erro, o pecado, o crime para que sejam convenientemente combatidos. Por outro lado, deve-se absolver, compreender e recuperar o transgressor, o pecador, o criminoso. Embora humanamente difícil de ser praticado, deve ser perseguido e tentado exaustivamente, pois só o perdão poderá trazer a nós, e a todo o mundo, a compreensão, o entendimento, a solidariedade, a fraternidade e, afinal, a PAZ. |
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A Mensagem
Escrito por Dr. Luiz Augusto de F. Pinheiro
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